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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

POLÍTICA ZORRA TOTAL: Partido dos Trabalhadores OPTOU, Kátia Abreu AGRADECE!


Hoje o Partido dos Trabalhadores atravessou mais um rubicão no que sobrava de dignidade à esquerda dentro do Partido. Em sua página nacional oficial fez uma postagem rasgando loas à neocompanheira Ministra da Agricultura, a famigerada latifundiária Kátia Abreu (PMDB), também conhecida como Rainha da Motosserra ou A Exterminadora do Futuro (Indígena e Quilombola)!



Nós sentimos muitíssimo pelos Companheiros e Companheiras da Esquerda Verdadeira do Partido, que dentro dele ainda insistem em tentar empurrá-lo de alguma maneira (hipotética?) para a esquerda...

Hoje, mais uma vez, choram lá no céu Mário Pedrosa, Chico Mendes, Henfil, Carlito Maia (autor do célebre slogan oPTei) e tantos outros petistas históricos que, nalgum momento, fizeram dignamente parte do Projeto Original deste Partido: HOJE tragicamente comandado por um Campo Majoritário direitista, reacionário, fisiologista, despudorado e governista ao extremo, que só cultiva exclusivamente o seu projeto pessoal do Poder-pelo-Poder.

(Via Mães de Maio) #Claque #KKK

sábado, 18 de outubro de 2014

ELEIÇÕES NA ALDEIA: Socioambientalistas com Aécio Neves e Dilma Rousseff

A mobilização virtual de eleitores tem ido muito além dos compartilhamentos de virais em redes sociais. Manifestos têm sido produzidos por grupos intelectuais como forma de defender candidaturas e ideias. (via Veja)



Caros,
recebi algumas mensagens de amigos me perguntando se eu havia assinado o manifesta da Esquerda Democrática em favor de Aécio, como consta do site. Não assinei. O documento me foi enviado e eu decidi que não o assinaria. Concordo com o conteúdo do documento, mas não pretendo apoiar o Aécio. É uma questão de escolha: votar pela ética da convicção ou votar pela ética da responsabilidade. Por isso, caso eu não estivesse indo para Altamira agora, votaria nulo. Mas esta é apenas minha convicção pessoal. De todo modo, em hipótese alguma, eu votaria na Dilma. Como houve esta confusão, tento explicar aqui minha posição:

1) um de meus compromissos mais importantes é com a população indígena. Votar na Dilma seria, para mim, trair esses compromissos, pois não apenas não demarcou terras indígenas, como reprimiu movimentos indígenas e nada fez diante do enorme aumento de assassinatos de índios no Brasil durante seu governo;

2) entendo que a sustentabilidade e o meio ambiente são elementos hoje fundamentais para construir uma sociedade mais justa e com qualidade de vida. O modelo desenvolvimentista baseado no crescimento exponencial do consumo e na transferência de capitais públicos para grandes empresas é nocivo a todos nós e às próximas gerações. O papel do BNDES é trágico para a Amazônia e deve ser revisto imediatamente. Não dá para esperar para 2018. Além disto, este governo interrompeu a criação de novas UC, acatou mudanças graves no Código Florestal e colocou a curva do desmatamento para cima depois de anos de baixa;

3) este governo interrompeu a Reforma Agrária, assentando 7x menos que FHC e 8x menos do que Lula. Isso me parece também igualmente grave, uma vez que, ao lado disto, foram feitas várias concessões aos ruralistas e em particular a CNA;

4) o grau de corrupção e de transferência de recursos públicos para grandes empresas a juros subsidiados me parece escandalosos e imperdoáveis. Não sou ingênuo em pensar que o sistema político e o financiamento de campanha não dependam, em todos os partidos, de expedientes como caixa 2, propinas e tudo mais. Ocorre que é escandaloso ver o "toma lá, me dá cá" que liga diretamente as empresas, o financiamente oficial de campanha e as obras. É difícil dizer se as grandes obras na Amazônia são o resultado de necessidades energéticas, ideologia desenvolvimentista ou pagamento de compromissos de campanha. Seja como for, com Renan, Sarney, Collor é difícil ir muito longe no quesito honestidade;

5) discordo da maneira com que se apropriaram das políticas sociais. A inclusão por meio da renda mínima é uma conquista da sociedade brasileira. O governo FHC estendeu o bolsa-escola a 5 milhões de famílias em 8 anos; os governos PT ampliaram a mais 9 milhões de famílias em 12 anos. A média não é muito diferente;

6) a política cultural deste governo foi muito ruim, enquanto os oito anos anteriores haviam sido muito bons, bons porque a política era inclusiva no sentido mais generoso da palavra: não vitimizando os "pobres" e incluindo-os pela via paternalista como unidade homogênea, mas reconhecendo a riqueza que trazem em sua diversidade. Para mim, esta foi uma verdadeira política de esquerda;

6) por fim, achei lamentáveis os ataques a Marina e, em seguida, a Aécio, tanto na propaganda oficial como nas redes sociais. Isto é coisa de claque fascista. É injustificável. E não é mera babaquice, é uma clara evidência de que o ovo da serpente está lá sendo chocado.

Poderia me alongar nas minhas razões, mas estas acima já me são suficientes para não votar em Dilma.

Não assinei o manifesto, mas não critico a posição daqueles como Lúcio Flávio Pinto, Luiz Eduardo Soares ou José Eli da Veiga que o fizeram. Ao contrário, estar ao lado deles é sempre enriquecedor, embora aqui tenham me juntado a eles sem o meu consentimento.

obrigado e boa eleição (eu estarei na aldeia)

(via Carlos Fausto)



A presidenta Dilma disse recentemente que "abriu-se uma caixa e dela saíram todos os demônios". De acordo com o mito da Caixa de Pandora, a esperança foi a última a sair… Esperemos que isso também aconteça no Brasil.

Alguns pontos essenciais, como exemplos:

Compromisso com a destinação da terra para as suas finalidades sociais e ambientais, por meio da reforma agrária, reforma agrícola, demarcação e compra das terras indígenas e das unidades de conservação, ação pela soberania e segurança alimentar e efetiva implantação do novo Código Florestal. Agricultura Familiar, Agroecologia e Agroflorestas, como balizadores do projeto de agricultura para o país. (via Ambientalista com Dilma)

sexta-feira, 22 de março de 2013

COVARDIA NA ALDEIA MARACANÃ


Le musée a fait de la résistance. Il vient de tomber sous l'action brutale de la police de Rio de Janeiro. L'édifice devrait désormais être transformé en boutique du complexe sportif Maracana avec une partie consacrée à un musée olympique. (via Le Monde)

The crumbling mansion with soaring ceilings that housed the old museum was donated by a wealthy Brazilian to the government in 1847 to serve as a center for the study of indigenous traditions. (via The Washington Post)

(Via Latuff Brasil)

La Policía antimotines de Rio de Janeiro chocó con indígenas y sus partidarios en un antiguo museo de culturas autóctonas junto al legendario estadio Maracaná. (via El Pais).

Por volta das 9h20, a advogada Ana Amélia Melo Franco chegou ao local com um mandado de segurança contra a ação do governo, impetrado no 24º Juizado Especial Civel da Barra da Tijuca. O desembargador Mario Robert Mannheimer concedeu a liminar, que impede o despejo dos índios.




A advogada também entrou com ação popular com 280 assinaturas, afirmando que a medida do governo é irregular e que a documentação de posse do imóvel é obscura. A Secretaria de Assistência Social, no entanto, nega a informação. (via O Dia)

(via Amigos da Aldeia Maracanã)

Mas quantos militares foram presos hoje?
Um advogado, da Aldeia Maracana foi arrastado contra a vontade, jogado ao chão, teve a camisa rasgada, recebeu socos, pontapés e um pisão na cara na cara da imprensa internacional.

(via BLOG DO PEKFROW)

Uma parente d'Aldeia, grávida de três meses, também foi arrastada à força e jogada dentro de um camburão. Antes, jogaram gás de pimenta em uma criança de cerca de 3 anos. (via Fernando Guarani Kaiowá Soares).

Durante o violento despejo de indígenas da Aldeia Maracana, a PM exibiu seus novos apetrechos. Dentre eles uma arma sônica, Tudo o que há de mais moderno para reprimir protestos durante a Copa e os Jogos Olímpicos. (via Latuff Brasil).

É essa a Copa do Mundo que o governo quer fazer? 


Os manifestantes, em absoluta condição de desigualdade frente à força policial e seu aparato de violência, lançaram mão de instrumentos bem diferentes daqueles utilizados pelo Batalhão de Choque. Certamente essa posição política ensina muito mais aos cidadãos cariocas e ao mundo sobre preservação, direitos e cidades do que as violentas ações que vêm sendo mostradas nos diversos meios. (via raquelrolnik)

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) repudia a desocupação de grupos indígenas e apoiadores do Museu do Índio. Mais uma vez os interesses econômicos sobrepuseram-se aos direitos dos povos indígenas. O ato violento não é algo isolado. Em todo país verificam-se situações semelhantes impostas às comunidades, onde os conflitos agrários, expulsões, assassinatos, violências policiais (nada mais do que violência do Estado), desespero, fome e falta de perspectivas têm como origem a política de desenvolvimento estabelecida pelo governo federal. Isso tem fortalecido aos que lucram com eventos como a Copa do Mundo ou o PAC. (via Cimi)

(via Ras Adauto)

Dizem que o guerreiro não chora!
Quem disse isso? Afinal não temos família também?!

Com certeza tentaremos conter nossas lágrimas, para não darmos a elas a sensação de que o mundo acabou. As crianças da Aldeia Maracanã, foram criadas AQUI, educadas AQUI e sempre amadas AQUI, por todos que AQUI moram e por todos que AQUI visitam.

Por que tirar sua ilusão, sua alegria e fazê-las caminhar como viemos caminhando por todos esses 513 anos? É preciso perder os nossos sonhos para sobrevivermos? Não perderemos! Nossa luta continua!

Nos ajude! Vamos contar uma nova história para o Brasil!
Nossa história não pode acabar!

(via Aldeia Maracanã (Página Oficial)

(Via Rossanna Pinheiro Maracanã)

Essas duas lindas crianças tamém receberam Spray de pimenta pelos policiais covardes. Assim como todos manifestantes, apoiadores, índios e repórteres. Somente porque o governaditador quer privatizar todos patrimonios públicos que temos na cidade, para que empresários faturem milhões de reais explorando a população. (via Monica Bello)



Leia também: 
 - Contra a destruição do Rio de Janeiro
- A Playboylandia de Sérgio Álvares Cabral

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

DIGNIDADE contra a destruição do Rio de Janeiro


Um casarão que foi doado pelo genro de D. Pedro para ser um local de estudo das sementes tradicionais e dos povos originários, lugar tombado não pode ser vendido. É um ato ilegal pois o prédio é de 1.865. 


O que estamos observando é uma série de crimes promovidos pelo governo do estado do Rio de Janeiro que está encontrando formas de burlar as leis para fazer o que quer. Destruindo áreas ambientais, demolindo imóveis históricos e tombados, destruindo escolas, acabando com a cultura, destruindo a natureza, massacrando a educação com interesses meramente financeiros. (via Monica Bello)


Em 1910, Marechal Rondon inaugurou no prédio o SPI (Serviço de Proteção ao Índio), que foi substituído pela Funai em 1967. O antigo Museu do Índio foi inaugurado em 19 de abril de 1953, mesma data em que Darcy Ribeiro conseguiu criar o Dia do Índio. (via Aldeia Maracanã - Multirão abaixo-assinado)

A história não ensina ao homem e o Brasil insiste em cometer atos de destruição contra o seu próprio povo. Nós não podemos deixar que façam isso conosco. 

Ontem botaram fogo em canudos hoje querem quebrar a Aldeia Maracanã, que se encontra inclusive em estado de abandono enquanto abriga indígenas guerreiros que se mantém no lugar construindo a idéia de uma universidade indígena, patrimônio universal, feito para o homem universal de todo lugar!


O governo comprou o imovel para poder demolir... É tudo um absurdo! Inclusive em épocas de copa olimpíadas turistas e o Brasil que quer ser DO FUTURO de primeiro mundo deveria valorizar e não destruir. (Ava Rocha na convocação do ato "Artistas! Apoio a Aldeia Maracanã"

"A situação deixa qualquer um que analisa o caso perplexo. A Fifa diz que é contrária à demolição. O Crea é contrário, dizendo que não atrapalha a livre circulação. O Inepac (órgão estadual que trata do tombamento de prédios históricos) pediu o tombamento do imóvel. O Iphan (órgão federal de preservação cultural), apesar de não ter tombado, disse que é contrário. ONGs, arquitetos, urbanistas, a DPU e até a Alerj já se manifestaram contra. 


Ninguém consegue entender por que demolir aquilo. O que se percebe é que a demolição passa por um mero capricho da administração pública. Isso não pode ser tolerado quando se fala da administração pública." (via Virus Planetario)



Via Renata Ribas
5 argumentos para preservar e reformar o Museu do Índio:

1º) a FIFA não exigiu a derrubada do museu. Em sua planta original, o Centro Indígena é mantido;


2º) todo bom carioca que visitar o Museu perceberá que a área é relativamente pequena para quem enche a boca pra falar em "mobilidade";


3º) não sairia caro reformá-lo, pois ele ainda mantém sua estrutura principal (e num país de dinheiro superfaturado "saindo pelo ladrão", o que é realmente "caro"?);


4º) seria um grande feito histórico se o ministerio da cultura e a funai transformassem o museu num centro de tradições indígenas (não tem o centro de tradições nordestinas?), ao lado do Maracanã (nome indígena), maior palco do futebol mundial. Seria uma grande justiça com a própria história do país.


5º) e daí se só pensaram nisso agora? e daí se estava abandonado? quantas coisas demoram para ser resolvidas, no mundo, na sua vida? Jamais é tarde para se fazer a coisa certa.


Se gritarmos alto o bastante, se pusermos nossas caras em uníssono, independentes da política siglesca, pela simples preservação da nossa dignidade, como povo, podemos mudar efetivamente essa história. 


Se cada um se dedicar, nós teremos um dia importante no diálogo pela democracia e contra a espoliação no Rio de Janeiro. Se envolvam! Existe amor no Rio. (via Pedro Rios Leao)




"a solidão e a coragem dos Homens que são." (Milton Nascimento)




Leia também: A Playboylandia de Sérgio Álvares Cabral

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A Playboylandia de Sérgio Álvares Cabral


Foi inaugurado o primeiro camarote do novo Maracanã, que servirá como modelo para a negociação do espaço. Ao todo, o estádio contará com 110 camarotes. (via EXTRA)

Via Fora Cabral E Eduardo Paes

Interessado em participar da licitação para administrar o Maracanã, o empresário Eike Batista afirmou nesta sexta-feira que somente entrará na disputa se puder transformar o estádio numa arena multiuso. (via Lancenet) "Nós já temos a Marina da Glória e queremos ter outras arenas no Brasil, nos moldes da HSBC Arena, na Barra, para 12 mil pessoas", disse. "Mas a arena tem que ser desenhada não como essas coisas que fazem no Brasil." (via Folha)



Até há pouco, em dia de clássico, era emocionante ver a massa indo a pé, de chinelo, para o estádio -aos milhares, em passo acelerado, com as camisas dos dois clubes vestindo vizinhos de bairro ou de rua.


Para a Fifa, o novo frequentador do Maracanã, depois de estacionar seu Cooper ou Jaguar, fará compras nos shoppings do estádio, se acomodará num belo camarote, discutirá Kant com os convidados da CBF e, de vez em quando, dará uma espiada no jogo pelo janelão que o separa dos verdadeiros torcedores.


(via Henrique Gluck)

As picaretas atingirão ainda o Museu do Índio, prédio de 1865, que o poder público reduziu a cortiço. E, ao lado, a Escola Municipal Friedenreich, admirada por sua eficiência, também será demolida. (Ruy Castro na Folha)

(via Lincoln Sobral)
Os governantes do Rio de Janeiro parecem nao entender o sentido de tombamento: Paes e Cabral acham mais importante tombar o restaurante Antiquarius do que o QG da PM

Via Fora Cabral E Eduardo Paes

ENQUANTO ISSO...
(via Meu Rio)


A audiência pública do Maracanã foi marcada por fortes protestos da sociedade civil. Estudantes, torcedores e índios estiveram presentes e pediram o cancelamento da audiência, alegando que uma outra audiência anterior deveria ter acontecido: para discutir se o Maracanã deve ou não ser concedido à iniciativa privada. (via Meu Rio)


Ativistas em defesa da ocupação indígena da Aldeia Maracanã protagonizaram cena inusitada na saída da sessão plenária da Câmara dos Vereadores. Ao saírem da segunda sessão extraordinária que não passou por não haver parlamentares suficientes para votá-lo, avistaram o vereador Luis Carlos Ramos (PSDC) sentado em um bar próximo à Câmara, na Cinelândia. "Ele ainda fez cara de deboche. Aí, não deu", justificou um manifestante que não quis se identificar. (via Jornal do Brasil).


(via Jornal do Brasil)

Os vereadores prometem votar projetos importantíssimos para grupos da sociedade civil e se esquivam até o fim. Das 14h às 23h, famintos, sedentos, cansados e com a energia da luta, os protestantes permanecem nas galerias, sem sucesso, sem votação. Retiram-se enfurecidos do que deveria ser a casa do povo e esbarra com um vereador no boteco da esquina, enchendo a cara, quando deveria ter participado de uma votação importantíssima. O que você faz? (via Aurea Xavier)

(via Jornal do Brasil) 

"As árvores de Natal são do Bradesco e do Santander, as bicicletas são do Itaú, o Opportunity compra a Rua da Carioca, o Maracanã vai ser do Eike Batista, teremos um resort em área de proteção ambiental, um espaço vip atenderá aos ricaços em Copacabana, quiosques de praia poderão reservar áreas para clientes no reveillon, a dupla Calainho e Accioly arrendará áreas publicas para festas no verão, um estádio de atletismo e um parque aquático virarão estacionamentos privados, uma escola de meio século será demolida para atender aos interesses da organização criminosa FIFA-CBF... 

Eis o mundo mágico da playboylandia, paraíso turístico e cidade-empresa dos meninos bacanas Sérginho Cabral e Dudu 'Pereira Passos' Paes". (via Maria Muniz Freire)